Varandas reina sozinho: eleições no Sporting sem oposição à vista
Claro que seria sinal de vitalidade haver concorrência — a democracia clubística agradecia —, mas no futebol não há partidos e pode haver consensos quando se reconhece que o trabalho está a ser bem feito. É neste contexto que surge mais uma edição do Nunca mais é sábado, espaço de opinião de Nuno Raposo.
Faltam dois meses para as eleições do Sporting, marcadas para 14 de março, e menos de um para a entrega e formalização das listas concorrentes, cujo prazo termina a 12 de fevereiro. Ainda assim, não se vislumbra qualquer rival com peso para Frederico Varandas. Ou melhor, até podem existir nomes, mas sem expressão real no universo leonino — arrisco dizer que 99 por cento dos sportinguistas não faz a menor ideia de quem sejam.
Frederico Varandas é presidente do Sporting desde 2018, foi reeleito em 2022 e volta a apresentar-se como candidato em 2026. Ao longo dos últimos anos, consolidou a sua posição no clube, beneficiando não apenas dos resultados desportivos, mas também de uma estabilidade diretiva que raramente se vê no futebol português.
Costuma ser assim em períodos eleitorais nos clubes: aparecem sempre candidatos desconhecidos, figuras que procuram visibilidade durante algumas semanas, uns mais simpáticos, outros mais ruidosos. Há os que até trazem ideias, os aventureiros e os que surgem completamente vazios de projeto. Normalmente, esses nomes aparecem lado a lado com candidatos de maior credibilidade, capazes de mobilizar setores relevantes do clube.
Desta vez, porém, o cenário é diferente. Não há oposição estruturada, nem movimentos fortes de contestação. Tudo indica que Varandas irá “correr sozinho” ou, no máximo, enfrentar um desses candidatos destemidos, sem expressão eleitoral significativa. Um sinal claro de que, goste-se ou não do estilo, a maioria dos sportinguistas reconhece no atual presidente um ciclo sólido e um trabalho que, para já, não suscita vontade de mudança.

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