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Farioli responde a José Mourinho, valida crítica histórica e deixa aviso sério


Francesco Farioli voltou a falar sobre José Mourinho e desta vez fê-lo de forma direta, sem rodeios e com uma frase que rapidamente ganhou destaque: “as declarações são factos”. O treinador do FC Porto comentou as palavras do técnico do Benfica, que classificou a primeira volta dos dragões como “anormal”, reconhecendo que essa leitura corresponde à realidade — mas sem cair em euforias nem alimentar qualquer clima de celebração.

Em entrevista à Sport TV, o técnico italiano fez um balanço da primeira metade da temporada, sublinhando o percurso notável da sua equipa, que terminou a primeira volta da Liga Portugal na liderança com 49 pontos, um registo histórico que já entrou para os livros do campeonato.

“As palavras de Mourinho… são factos”

Farioli começou por abordar diretamente a análise feita por José Mourinho, que havia classificado o desempenho do FC Porto como algo fora do normal. Longe de reagir com polémica, o treinador portista assumiu essa leitura com naturalidade:

“Eu acredito que as palavras de Mourinho… acho que são factos. Não é algo que é… algo que é absolutamente claro.”

A frase, curta mas impactante, demonstra não só respeito pelo rival, como também uma postura de lucidez perante os números apresentados até agora. Para Farioli, a campanha dos dragões é especial e merece reconhecimento, mas não pode ser motivo de descompressão.

Registos históricos, mas sem troféus

Apesar do percurso impressionante, o técnico fez questão de sublinhar que estatísticas e recordes não garantem conquistas:

“Os registos de meio de época não nos estão a dar, sabes, nenhuns títulos ou… qualquer vantagem extra.”

A mensagem é clara: por mais extraordinário que seja o desempenho até aqui, o FC Porto ainda não ganhou nada. A liderança, os pontos e os elogios não contam para o desfecho final da temporada, e qualquer relaxamento pode custar caro numa Liga cada vez mais competitiva.

Farioli reconheceu que o que a equipa está a fazer é especial, mas deixou claro que não há espaço para festejos antecipados:

“Acho que o que estamos a fazer é especial. É um facto. Mas, como eu mencionei, isto não é algo para… para realmente celebrar.”

Janeiro decisivo: “tudo ainda está aberto”

O treinador dos dragões direcionou depois o discurso para o futuro imediato, destacando a importância do mês de janeiro, que classificou como “realmente importante” para as ambições do clube.

Entre os desafios que se aproximam, Farioli apontou:

  • Compromissos decisivos na Taça de Portugal, em jogos de “dentro ou fora”

  • Um dérbi em casa, com elevado peso emocional e competitivo

  • Encontros determinantes no campeonato, onde “não se pode deixar cair nada”

“No campeonato não podes deixar cair nada porque, mesmo com uma jornada que até agora tem sido extraordinária, tudo ainda está aberto.”

A mensagem funciona também como aviso interno: apesar da vantagem construída, qualquer deslize pode reabrir completamente a luta pelo título.

Ambição europeia: objetivo é o top 8

Farioli abordou ainda o percurso do FC Porto na Liga Europa, deixando clara a ambição de garantir uma posição direta entre os oito primeiros classificados da fase de grupos, evitando o play-off.

“A oportunidade e o desejo de tentar qualificar no top 8 é algo tão importante.”

O treinador explicou que evitar essa fase adicional pode ser crucial numa temporada com calendário sobrecarregado:

“Claro para qualificar, mas também para tentar saltar o play-off, que são dois jogos que, num calendário muito preenchido, se pudermos encontrar uma forma de os saltar, vai ser absolutamente, absolutamente importante.”

Esta gestão de esforço e planeamento estratégico surge como uma das marcas do trabalho de Farioli, que tem procurado equilibrar competitividade com controlo físico do plantel.

Sem autoelogios: foco total no trabalho

Num tom que reflete disciplina e exigência, o técnico foi taxativo quanto à postura interna do grupo:

“Não há muito tempo para, honestamente, fazer auto-celebração.”

Mais do que os elogios externos, Farioli valoriza a consistência diária, o detalhe no treino e a mentalidade competitiva. Para o treinador, o sucesso constrói-se na continuidade e não nos aplausos momentâneos.

“Famiglia Portista”: união dentro e fora do campo

Farioli revelou ainda os planos para os próximos dias, incluindo uma deslocação ao Algarve que terá como objetivo reforçar não apenas a preparação física, mas também o espírito de grupo. O técnico destacou a importância do ambiente humano e emocional na equipa:

“Quando eu vejo La famiglia Portista, a Famiglia Portista são os adeptos, o grupo de jogadores, mas também as pessoas que estão connosco diariamente.”

A referência às famílias, aos adeptos e à estrutura interna demonstra uma visão de clube como um todo, onde cada detalhe conta para sustentar uma época longa e exigente.

Mourinho validado, mas título ainda longe

Ao reconhecer que as palavras de José Mourinho “são factos”, Farioli mostrou maturidade e equilíbrio. Contudo, deixou uma mensagem clara: o FC Porto ainda não ganhou nada. A liderança e os recordes são importantes, mas o verdadeiro objetivo continua intacto — conquistar títulos no final da época.

Com janeiro à porta, jogos decisivos em todas as frentes e rivais atentos a qualquer deslize, o treinador italiano mantém os pés bem assentes no chão. A resposta a Mourinho não foi de confronto, mas de confirmação… seguida de um aviso sério: o trabalho está longe de terminado.

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