🚨 Benfica multado após clássico no Dragão: silêncio de Mourinho e comportamento dos adeptos custam milhares
O Benfica voltou a sair penalizado fora das quatro linhas na sequência do clássico da Taça de Portugal frente ao FC Porto, disputado no Estádio do Dragão. O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol aplicou multas num total de 24.222 euros aos dois clubes, mas o foco das sanções relativas aos encarnados recaiu essencialmente sobre questões disciplinares, comunicação institucional e comportamento dos adeptos, num jogo que ficou marcado por forte tensão antes, durante e após os 90 minutos.
Do montante global, o Benfica terá de pagar 6.983 euros, valor que resulta sobretudo da ausência de José Mourinho na flash interview da Sport TV e da deflagração de pirotecnia por parte dos adeptos encarnados antes do início do encontro. Um cenário que voltou a colocar o clube da Luz sob escrutínio disciplinar e mediático, numa fase da época em que a estabilidade é vista como fundamental.
Silêncio de Mourinho pesa na fatura
O maior peso financeiro para o Benfica resulta da multa de 5.100 euros aplicada a José Mourinho, por não ter comparecido à flash interview da Sport TV após o jogo. O técnico encarnado prestou declarações à RTP, detentora do sinal ‘host’, mas abandonou o local antes de falar ao outro operador televisivo.
De acordo com o relatório do delegado da Liga, Mourinho aguardou alguns minutos, mas decidiu sair ao perceber que a entrevista do treinador adversário se estava a prolongar. Ainda regressou ao local às 23h26, porém a equipa da Sport TV já tinha abandonado o espaço. Apesar dessa explicação constar no mapa de castigos, o Conselho de Disciplina considerou consumada a infração regulamentar.
Este episódio reacende o debate em torno da postura comunicacional do treinador do Benfica, que já por diversas vezes demonstrou desconforto com os formatos televisivos obrigatórios. Para o clube, porém, o impacto é claro: mais uma penalização financeira numa época marcada por multas recorrentes.
Adeptos também contribuem para a penalização
Além da situação envolvendo Mourinho, o Benfica foi ainda sancionado em 1.530 euros devido à deflagração de um petardo por parte dos seus adeptos antes do apito inicial. Apesar de o incidente não ter causado feridos nem interrupções prolongadas, foi suficiente para originar nova punição disciplinar.
Este tipo de ocorrência continua a preocupar a estrutura encarnada, sobretudo numa altura em que o clube tem reforçado mensagens públicas de apelo ao fair-play e ao comportamento responsável nas deslocações a estádios rivais. Ainda assim, o clássico voltou a demonstrar que os jogos de alto risco continuam a ser terreno fértil para excessos, com consequências diretas para os cofres dos clubes.
Clássico quente dentro e fora do relvado
Embora o FC Porto tenha sido o clube mais penalizado financeiramente — com 17.239 euros em multas, maioritariamente relacionadas com pirotecnia, cânticos insultuosos, uso indevido do sistema sonoro e arremesso de objetos —, o Benfica também não escapou ileso a um jogo marcado por ambiente hostil e clima de grande rivalidade.
O clássico, referente aos oitavos de final da Taça de Portugal, acabou por ter reflexos que vão muito além do resultado desportivo. O mapa de castigos agora divulgado confirma que as consequências disciplinares continuam a ser uma constante nos jogos entre os grandes, penalizando clubes, treinadores e, indiretamente, os próprios adeptos.
Impacto numa fase sensível da época
Estas multas surgem num momento delicado para o Benfica, que tenta recentrar atenções no plano desportivo após a eliminação da Taça de Portugal e numa altura em que luta por objetivos importantes no campeonato e nas competições europeias. Internamente, a SAD encarnada procura evitar distrações externas, mas episódios como este acabam por gerar ruído adicional, tanto junto dos adeptos como no espaço mediático.
Para José Mourinho, a sanção representa mais um capítulo num percurso recente marcado por tensão com estruturas e regulamentos, algo que o próprio treinador já viveu em diversos campeonatos ao longo da carreira. Para o Benfica, fica a fatura — financeira e simbólica — de um clássico que continua a deixar marcas fora das quatro linhas.

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