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Octávio Machado dispara contra Mourinho e reabre ferida de 2002: “O Zé ‘ninguém’ nunca esqueceu a facada”




Mais de duas décadas depois, a ferida continua aberta. Octávio Machado voltou a atacar José Mourinho de forma dura, pessoal e sem rodeios, recuperando um dos episódios mais polémicos da história recente do FC Porto: a troca de treinador em 2002 que lançou Mourinho para a ribalta e afastou definitivamente o então técnico dos dragões.
O agora comentador televisivo recorreu às redes sociais — mais concretamente ao Facebook — para publicar um longo texto em tom ácido, onde acusa José Mourinho de ingratidão e de oportunismo, chegando mesmo a apelidá-lo de “Zé ‘ninguém’”, numa referência direta ao período em que Mourinho ainda não era a figura mundial que é hoje.
O detonador do desabafo foi o silêncio de Mourinho em relação ao aniversário de Jorge Nuno Pinto da Costa, histórico presidente do FC Porto, falecido em fevereiro passado. Para Octávio Machado, esse silêncio não foi inocente nem casual — foi simbólico.
Segundo o ex-treinador, lembrar Pinto da Costa significaria revisitar um momento decisivo da carreira de Mourinho, mas também um episódio que, na sua leitura, envolve traição e falta de lealdade.
«Ontem o Zé ‘Alguém’ tinha tudo para lembrar o Zé ‘ninguém’. Embora a data ser marcante, mas lembrar era um ato difícil de acontecer», escreveu Octávio Machado, antes de detalhar o episódio que considera uma das páginas mais negras da sua carreira.
O comentador recorda que, segundo a sua versão, José Mourinho terá aguardado dentro de um carro, acompanhado por um empresário, à porta da casa de Pinto da Costa, no dia do aniversário do então presidente, esperando que os convidados saíssem para entrar e negociar a sua entrada no clube — tudo isto enquanto o FC Porto tinha um treinador com contrato válido.
«Foi nesse dia que o Zé ‘ninguém’ esperou dentro do carro […] para poder entrar. É uma data histórica para o Zé ‘ninguém’», escreveu.
Octávio Machado prossegue com um dos episódios mais citados da história portista: a mensagem recebida após uma vitória por 4-1 em Viseu, para a Taça de Portugal.
«Durante a viagem de regresso ao Porto foi recebida uma mensagem: ‘Ganhaste o jogo, perdeste o lugar’.»
Na visão do antigo treinador, tudo foi feito em segredo, numa operação silenciosa que acabou por mudar radicalmente o rumo do FC Porto — e, sobretudo, a vida de José Mourinho.
O texto termina com uma acusação clara de ingratidão, sublinhando que Pinto da Costa foi o grande responsável pela ascensão meteórica de Mourinho no futebol europeu e mundial.
«Não era incómodo lembrar Pinto da Costa, responsável pela ENORME alteração na vida do Zé ‘ninguém’, com Apito ou sem Apito.»
As palavras de Octávio Machado surgem num contexto particularmente sensível. José Mourinho é atualmente treinador do Benfica, rival histórico do FC Porto, e continua a ser uma figura polarizadora no futebol português. Tudo o que diz — e tudo o que não diz — é escrutinado, amplificado e usado como munição num ambiente já marcado por tensão, rivalidade e ruído constante.
Este ataque não é apenas pessoal. É também simbólico. Representa o confronto entre duas versões da história: a do treinador que se sente traído e a do técnico que construiu uma carreira lendária a partir de decisões duras, muitas vezes controversas.
Vinte e três anos depois, Mourinho soma Ligas dos Campeões, títulos em vários países e um estatuto global. Octávio Machado ficou com a memória do momento em que tudo mudou — e, ao que parece, com a convicção de que certas “facadas” não se apagam com o tempo.

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