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Trubin admite dúvidas sobre a contratação de Sudakov: «Achei que o Benfica não tivesse dinheiro»

 


Anatoliy Trubin abriu o jogo sobre um dos negócios mais falados do mercado recente do Benfica. O guarda-redes ucraniano revelou que, durante muito tempo, teve sérias dúvidas de que o clube da Luz conseguisse contratar Heorhii Sudakov, devido aos valores elevados exigidos pelo Shakhtar Donetsk.

Em declarações onde abordou vários temas — desde a Liga portuguesa ao Mundial, passando naturalmente pelo universo encarnado — Trubin explicou que o preço pedido pelo clube ucraniano parecia, à partida, incompatível com a realidade financeira do futebol português, mesmo tratando-se de um clube da dimensão do Benfica.

«Sinceramente, houve momentos em que achei que não seria possível. O Shakhtar pedia muito dinheiro e pensei: será que o Benfica consegue mesmo pagar isto?», confessou o internacional ucraniano, de 24 anos.

A transferência de Sudakov foi uma das mais mediáticas do mercado, não só pelo montante envolvido, mas também pela forte concorrência internacional. O médio ofensivo era seguido por clubes de ligas mais ricas, o que tornava o desafio ainda maior para as águias. Dentro desse contexto, até alguém de dentro do balneário, como Trubin, via o negócio com alguma incredulidade.

A relação entre Trubin e Sudakov vai muito além do futebol de clubes. Ambos partilham o mesmo contexto geracional na seleção ucraniana e viveram, de perto, os impactos da guerra no país. Esse laço fez com que Trubin acompanhasse atentamente todo o processo e tivesse consciência real do peso financeiro que o Shakhtar atribuía ao jogador.

«O Sudakov sempre foi visto como um jogador especial na Ucrânia. O Shakhtar sabia o que tinha e nunca iria facilitar», explicou.

Apesar das dúvidas iniciais, Trubin elogiou o esforço do Benfica e destacou a ambição demonstrada pela estrutura encarnada ao avançar para um investimento que foge ao padrão habitual da Liga portuguesa.

«O Benfica mostrou que quer crescer e competir a um nível mais alto. Não é normal um clube português avançar para um negócio destes, mas isso mostra ambição», sublinhou.

O guarda-redes aproveitou ainda para valorizar o impacto de Sudakov na equipa, salientando a sua qualidade técnica, inteligência tática e capacidade de decidir jogos — características que, segundo Trubin, justificam plenamente o investimento realizado.

«Dentro de campo percebe-se rapidamente porque é que o Shakhtar pedia tanto. Ele faz a diferença, tem qualidade europeia», afirmou.

Além do tema Sudakov, Trubin falou também da adaptação ao futebol português, que considera competitivo e exigente, sobretudo pela intensidade e pela pressão constante nos grandes clubes. O ucraniano destacou ainda a importância do Benfica na sua evolução e não escondeu a ambição de disputar grandes competições internacionais, incluindo o Mundial de seleções.

As palavras de Trubin acabam por revelar um detalhe curioso dos bastidores do mercado: mesmo dentro do próprio Benfica, houve quem olhasse para o negócio com cepticismo. No final, a transferência concretizou-se — e tornou-se mais um sinal de que os encarnados estão dispostos a ir além dos limites tradicionais do futebol português.

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