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Ou Pavlidis explode em Turim ou Benfica diz adeus à Champions: a última cartada contra a Juventus

 


O Benfica chega a um dos jogos mais decisivos da época com um nome claramente sob os holofotes: Vangelis Pavlidis. A deslocação a Turim, para defrontar a Juventus no penúltimo jogo da fase de liga da UEFA Champions League, não é apenas mais um desafio europeu — é um verdadeiro teste de sobrevivência para os encarnados e, em particular, para o ponta de lança grego, chamado a assumir protagonismo num momento crítico.

A vitória frente ao Rio Ave (2-0), em Vila do Conde, trouxe algum alívio ao ambiente na Luz. Além dos três pontos somados no campeonato, o Benfica conseguiu algo raro em 2026: manter a baliza de Anatoliy Trubin inviolável. Um detalhe importante, que reforça a confiança defensiva da equipa, mas que não esconde o principal problema que continua a assombrar os encarnados — a falta de eficácia na finalização.

A Champions exige outro Pavlidis

No campeonato, os números ofensivos do Benfica são aceitáveis. Com 38 golos marcados, as águias têm o segundo melhor ataque da Liga, apenas atrás do Sporting (50) e ligeiramente à frente do FC Porto (37). O problema surge quando o contexto muda para a Liga dos Campeões.

Em cinco jogos disputados nesta fase de liga, o Benfica marcou apenas seis golos e sofreu oito, somando três derrotas e duas vitórias. Um registo curto para uma equipa que ambiciona ir além da fase inicial. Ainda mais preocupante é o facto de apenas um desses golos ter sido apontado por Pavlidis, logo na primeira jornada, frente ao Qarabag, num jogo que terminou com uma derrota surpreendente por 3-2 e que condicionou seriamente o percurso europeu das águias.

Desde então, o avançado grego tem vivido entre o estatuto de melhor marcador da equipa na temporada e a frustração por falhar nos momentos decisivos, como ficou evidente no clássico do Dragão, para a Taça de Portugal. Agora, a Champions surge como palco ideal — ou cruel — para um ponto de viragem.

Itália traz boas memórias

Apesar da pressão, há um dado que alimenta a esperança dos benfiquistas: Pavlidis tem um histórico positivo frente a equipas italianas. Ao longo da carreira, o grego já marcou e foi decisivo contra adversários transalpinos, mostrando conforto em jogos de grande exigência tática e emocional.

José Mourinho sabe disso e, internamente, tem passado uma mensagem clara ao grupo: acreditar até ao fim. O treinador português insiste que a equipa ainda pode sonhar com a continuidade na Champions, mas também sabe que, em jogos deste nível, quem não marca, sofre. E é aqui que Pavlidis entra como figura central.

Juventus não perdoa erros

Jogar em Turim nunca é simples. A Juventus continua a ser uma equipa experiente, pragmática e extremamente eficaz, sobretudo em casa. Mesmo não vivendo o período mais dominante da sua história, a Vecchia Signora sabe gerir jogos europeus como poucas equipas no continente.

Para o Benfica, isso significa que as oportunidades serão poucas — e terão de ser aproveitadas. A margem de erro é mínima e qualquer desperdício pode significar o fim do sonho europeu ainda antes da última jornada.

Mourinho aperta com os avançados

Apesar de publicamente proteger os jogadores, José Mourinho tem sido exigente no balneário. O treinador quer mais agressividade no último terço, mais presença na área e, sobretudo, mais frieza na finalização. Pavlidis continua a ser visto como o homem certo para liderar esse processo, mas o crédito começa a depender dos golos.

O técnico acredita que a equipa tem dado sinais positivos, sobretudo ao nível coletivo, mas reconhece que sem eficácia ofensiva não há milagres na Champions. Contra a Juventus, a exigência sobe ao máximo.

Um jogo que pode marcar a época

O duelo em Turim pode definir muito mais do que a classificação do Benfica na fase de liga. Pode marcar o rumo da temporada europeia, o estatuto de Pavlidis no clube e até o discurso em torno do projeto liderado por Mourinho.

Se o grego marcar e for decisivo, passará de alvo de críticas a herói improvável. Se falhar novamente, a narrativa será dura: mais uma oportunidade desperdiçada num palco onde não há margem para desculpas.

Em Turim, não há meio-termo. Ou Pavlidis responde à altura do desafio, ou o Benfica corre sério risco de ficar pelo caminho na Liga dos Campeões. E, num clube onde a exigência é permanente, todos sabem que estes jogos ficam gravados na memória — para o bem ou para o mal.

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