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🧨 Lesões sem fim no Sporting: quem ainda não caiu nesta época caótica

 


Entre um plantel dizimado e um treinador forçado a improvisar, apenas quatro jogadores escapam à onda de lesões que volta a assombrar Alvalade.

A vaga de lesões voltou a atingir em força o Sporting e já se tornou um dos temas centrais da temporada leonina. À semelhança do que aconteceu na época passada, o departamento médico tem estado em constante atividade e Rui Borges tem sido obrigado a reinventar-se semana após semana para conseguir apresentar um onze competitivo. Os números não mentem: 15 jogadores do plantel principal já falharam jogos esta época devido a problemas físicos, um cenário que afetou todos os setores do campo.

A situação chegou ao ponto de obrigar o treinador a fazer adaptações constantes, recorrendo a jogadores fora da sua posição natural e, em vários momentos, a jovens da formação. Nem a baliza escapou à maré negra. Rui Silva sofreu um traumatismo num dedo da mão esquerda em setembro e acabou por falhar os jogos frente a Famalicão, Moreirense (Liga) e Kairat Almaty, na UEFA Champions League, algo que ilustra bem a dimensão do problema.

Apesar deste cenário quase caótico, há um pequeno grupo que resiste e que ainda não falhou qualquer compromisso por lesão. São apenas quatro nomes, mas assumem um peso enorme numa época marcada pela instabilidade física.

O caso mais emblemático é o do capitão Morten Hjulmand. O médio é o verdadeiro totalista do plantel, somando 2342 minutos em 26 jogos oficiais. Curiosamente, falhou apenas três partidas, mas nenhuma por lesão: ficou de fora de um jogo da Liga devido a sintomas gripais — atitude que lhe valeu elogios públicos de Rui Borges — e foi poupado por gestão física nos encontros da Taça de Portugal frente ao Marinhense e da Taça da Liga contra o Alverca. Um exemplo de liderança dentro e fora de campo.

Outro resistente é Gonçalo Inácio. O central ainda não precisou de recorrer ao departamento médico esta temporada e participou em 23 jogos oficiais em 2025/2026. A única ausência registada foi na meia-final da Taça da Liga, frente ao Vitória de Guimarães, mas por castigo, após expulsão no jogo com o Gil Vicente.

Também Vagiannidis tem passado entre os pingos da chuva. O lateral soma 16 jogos realizados sem qualquer paragem por problemas físicos, sendo uma opção fiável numa fase em que Rui Borges tem visto as alternativas diminuírem drasticamente.

A lista dos “sobreviventes” fecha com Luis Suárez, avançado que é o quarto jogador mais utilizado do plantel. O colombiano contabiliza 2109 minutos em 28 partidas, mantendo-se disponível numa época em que o Sporting tem sentido dificuldades até para manter estabilidade no ataque.

Refira-se ainda o caso de João Simões, que está atualmente disponível, mas que regressou apenas no início desta temporada depois de ter perdido vários meses da época passada devido a uma fratura no pé direito, o que condicionou o seu ritmo competitivo. Já Trincão, segundo jogador com mais minutos (2320), falhou apenas a visita ao Bayern Munique por uma entorse no tornozelo esquerdo, sofrida no dérbi com o Benfica, em dezembro.

Com uma época longa pela frente e um histórico recente pouco animador no que toca a lesões, o Sporting enfrenta um desafio duplo: competir ao mais alto nível e, ao mesmo tempo, tentar travar uma crise física que ameaça voltar a marcar o destino dos leões.

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