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Farioli humilha Mourinho e ‘treinador fantasma’ e domina prémio de Treinador do Mês

 


O mês de dezembro ficará registado como um dos mais dominadores da temporada do FC Porto e, em simultâneo, como uma afirmação inequívoca de Francesco Farioli no futebol português. O técnico italiano foi eleito Treinador do Mês, superando com larga vantagem nomes sonantes como José Mourinho, do Benfica, e um treinador-adjunto que surge oficialmente como treinador principal do Estrela da Amadora, num desfecho que gerou comentários e debate no meio futebolístico.

A votação, realizada entre os treinadores da Liga, foi clara e sem margem para dúvidas: Farioli recolheu 41,03% dos votos, uma percentagem esmagadora que espelha o impacto do trabalho desenvolvido no Dragão durante o último mês de 2025. Um resultado que não só confirma a superioridade do FC Porto em campo, como também reforça a imagem de um treinador cada vez mais consolidado no comando técnico dos azuis e brancos.

Um mês perfeito no Dragão

Os números ajudam a explicar a escolha quase unânime dos votantes. Em dezembro, o FC Porto venceu os quatro jogos disputados, alcançando o pleno de pontos possíveis. Mais impressionante ainda é o registo defensivo: apenas um golo sofrido, contrastando com 10 golos marcados, numa demonstração clara de equilíbrio, organização e eficácia.

A equipa mostrou consistência exibicional, maturidade competitiva e uma identidade bem definida, características que têm sido associadas ao trabalho de Farioli desde a sua chegada. A solidez defensiva, aliada a um ataque eficaz e pragmático, tornou o FC Porto praticamente inalcançável ao longo do mês, mesmo frente a adversários exigentes.

Este desempenho foi decisivo para afastar qualquer concorrência direta na atribuição do prémio, transformando a eleição numa verdadeira consagração do treinador italiano.

Mourinho fica atrás e perde protagonismo

Um dos dados mais comentados da votação foi a classificação de José Mourinho, atual treinador do Benfica, que terminou apenas no terceiro lugar, com 11,11% dos votos. Para um técnico com o currículo, o estatuto e a visibilidade mediática do “Special One”, o resultado acabou por ser visto como um sinal claro de que os resultados em campo continuam a ser o fator determinante, independentemente do nome ou do passado.

O Benfica teve um mês irregular, marcado por oscilações exibicionais e alguma instabilidade emocional, fatores que pesaram negativamente na avaliação dos seus pares. Apesar do discurso forte e das decisões de liderança mediática, como a polémica noite de castigo no Seixal, os números não acompanharam a narrativa, algo que se refletiu diretamente na votação.

O caso do “treinador-adjunto” que ficou em segundo

Outro ponto curioso da eleição foi o segundo lugar, ocupado por Luís Silva, treinador-adjunto da equipa técnica liderada por João Nuno no Estrela da Amadora, mas que surge oficialmente nas fichas de jogo como treinador principal. O técnico recolheu 13,68% dos votos, ficando à frente de Mourinho, algo que não passou despercebido no meio futebolístico.

Este detalhe gerou discussão sobre a forma como os prémios individuais são atribuídos e sobre a própria estrutura técnica de algumas equipas da Liga. Ainda assim, mesmo somando o segundo e terceiro classificados, o resultado final nunca esteve verdadeiramente em causa: Farioli venceu de forma clara e incontestável.

Renovação simbólica e liderança reforçada

A distinção surge poucos dias depois de Farioli ter renovado contrato com o FC Porto, num momento simbólico que teve lugar na icónica Livraria Lello, no Porto. O cenário escolhido reforça a imagem de estabilidade, confiança e projeto a médio prazo que a SAD portista pretende transmitir.

Internamente, o treinador é visto como um líder metódico, exigente e estrategicamente rigoroso, capaz de potenciar jovens talentos e, ao mesmo tempo, manter o ADN competitivo do clube. A resposta dos jogadores em campo tem sido o maior argumento a seu favor.

Farioli assume estatuto na Liga

Com esta eleição, Francesco Farioli deixa de ser apenas uma aposta interessante para passar a ser uma referência clara entre os treinadores da Liga portuguesa. Vencer o prémio com tamanha diferença, batendo nomes mediáticos e projetos distintos, representa um sinal forte de reconhecimento entre os seus próprios colegas de profissão.

Mais do que um prémio mensal, a distinção simboliza a afirmação de um FC Porto sólido, competitivo e alinhado com a visão do seu treinador. Se dezembro foi perfeito, a expectativa dos adeptos é que o nível exibido se mantenha nos meses decisivos da temporada.

Uma coisa é certa: quando os resultados falam mais alto do que os nomes, Farioli venceu sem discussão — e Mourinho ficou a ver.

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