💣 Benfica só avança por Rafa se for “negócio de saldo”: águias travam investimento e impõem condições
A possível contratação de Rafa Silva pelo Benfica está longe de ser um negócio simples e, ao contrário do que muitos adeptos poderiam esperar, as águias não estão dispostas a entrar em loucuras financeiras para garantir o regresso do internacional português à Luz. As negociações com o Besiktas decorrem, mas com linhas vermelhas bem definidas por parte da direção encarnada.
Tal como A BOLA revelou na edição de sexta-feira, Benfica e Besiktas mantêm contactos ativos para discutir o futuro de Rafa, num processo que ganhou força à margem da saída de David Jurásek. O lateral checo foi emprestado pelos encarnados ao clube turco, antes de seguir para o Slavia Praga, e essa movimentação abriu canais diretos entre as duas administrações. Ainda assim, apesar do diálogo existir, não houve até ao momento avanços decisivos.
Inicialmente, a posição do Benfica era clara e inflexível: Rafa só regressaria ao clube se conseguisse rescindir contrato com o Besiktas, chegando a custo zero. A idade do jogador, o salário elevado e o contexto financeiro atual da SAD encarnada levaram Rui Costa e a sua equipa a adotarem uma postura de contenção, evitando investimentos avultados num atleta que já conhece bem o clube, mas que não representa um ativo de revenda futura.
Contudo, esse cenário sofreu ligeiros ajustes nos últimos dias. O Benfica admite agora realizar um investimento inicial, mas apenas se o valor for considerado reduzido e enquadrado na realidade financeira do clube. Ou seja, nada de operações milionárias nem compromissos de longo prazo que possam pesar nas contas da SAD.
Segundo avançou o jornal turco Fanatik, os encarnados terão apresentado uma proposta de 5 milhões de euros pelo passe de Rafa. Do lado do Besiktas, a resposta foi imediata: os turcos só aceitam negociar a partir dos 10 milhões de euros, e ainda com uma condição adicional considerada pesada para os cofres lisboetas — libertarem-se totalmente da obrigação de pagar os salários do jogador até ao final do contrato, válido até 2027.
Este ponto é crucial no dossiê. Rafa aufere um salário elevado em Istambul e o Besiktas pretende transferir não apenas o jogador, mas também todo o encargo financeiro associado. Para o Benfica, assumir esse compromisso representa um risco significativo, sobretudo num momento em que o clube procura equilibrar contas e reduzir a pressão salarial no plantel principal.
Internamente, a estrutura encarnada entende que Rafa pode acrescentar qualidade e experiência imediata à equipa de José Mourinho, sobretudo num setor ofensivo que tem alternado entre bons momentos e períodos de clara falta de criatividade. Ainda assim, há consenso de que o regresso do extremo só fará sentido se for feito em moldes financeiramente controlados.
A idade do jogador — já longe do pico de valorização — e o facto de não representar um ativo com grande margem de retorno financeiro pesam na decisão. O Benfica não quer repetir erros do passado, onde contratações emocionalmente apelativas acabaram por se revelar dispendiosas e pouco sustentáveis.
Do lado do Besiktas, a necessidade de aliviar a folha salarial e gerar encaixe financeiro explica a firmeza na negociação. O clube turco atravessa um período de contenção e vê em Rafa uma oportunidade para equilibrar contas, sobretudo se conseguir libertar-se do salário até 2027.
Neste momento, o processo encontra-se num impasse estratégico: o Benfica aguarda sinais de flexibilidade por parte do Besiktas, enquanto os turcos tentam maximizar o retorno de um jogador experiente e ainda com mercado. Não está descartada a possibilidade de o negócio evoluir nas próximas semanas, mas apenas se uma das partes ceder.
Para já, a mensagem da Luz é clara: Rafa só regressa se for um negócio controlado, sem loucuras e sem comprometer o futuro financeiro do clube. Caso contrário, o Benfica está preparado para virar a página e procurar alternativas no mercado.
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