Al-Nassr impõe condições duras e pode travar negócio: as exigências para Wesley rumar ao Benfica
O nome de Wesley, jovem extremo brasileiro do Al-Nassr, entrou com força no radar do Benfica neste mercado de inverno. No entanto, aquilo que poderia ser visto como uma oportunidade de mercado transformou-se rapidamente num dossiê complexo, com o clube saudita a impor condições consideradas muito difíceis de aceitar por parte dos encarnados.
Segundo informações provenientes da Arábia Saudita, o Al-Nassr não está disposto a facilitar a saída do jogador e já rejeitou várias abordagens de clubes interessados. O Benfica, que procura reforçar as alas ofensivas a pedido de José Mourinho, vê-se agora confrontado com um conjunto de exigências que podem inviabilizar qualquer avanço imediato.
Al-Nassr só aceita empréstimo… e por apenas seis meses
De acordo com a versão árabe do 365Scores, a posição do clube de Riade é clara: Wesley só pode sair por empréstimo de curta duração, mais precisamente por um período máximo de seis meses. Ou seja, o Al-Nassr não admite, para já, qualquer negociação em definitivo nem empréstimos com opção de compra.
Este ponto, por si só, já levanta dúvidas na Luz. O Benfica procura soluções que possam integrar o projeto a médio prazo, evitando investimentos temporários que não tragam retorno desportivo ou financeiro sustentável. Um empréstimo de apenas meia época, sem qualquer garantia futura, coloca em causa a viabilidade estratégica da operação.
Salário: apenas 40% pagos pelo Al-Nassr
Mas as exigências não se ficam por aí. A mesma fonte revela que o Al-Nassr está disposto a suportar apenas 40% do salário do jogador, ficando os restantes 60% a cargo do clube interessado. Para um atleta que aufere valores elevados no futebol saudita, esta condição representa um esforço financeiro significativo para qualquer equipa europeia.
No caso do Benfica, que tem adotado uma política de contenção salarial e equilíbrio financeiro, assumir a maioria do ordenado de um jogador emprestado, sem opção de compra, é visto como uma operação de risco.
Concorrência aumenta pressão no mercado
Apesar da idade jovem — Wesley tem apenas 20 anos — o extremo brasileiro é já considerado um dos ativos mais promissores do Al-Nassr. A sua velocidade, capacidade de desequilíbrio no um para um e margem de progressão tornaram-no num nome muito procurado por vários clubes, tanto no Médio Oriente como na Europa.
Essa concorrência reforça a posição negocial do emblema saudita, que não sente necessidade de baixar exigências e prefere manter o jogador no plantel caso não surja uma proposta que vá ao encontro das suas condições.
Perfil agrada ao Benfica… mas negócio é difícil
Internamente, Wesley é bem referenciado pela estrutura encarnada. O perfil técnico do extremo encaixa naquilo que José Mourinho pretende para as alas: velocidade, profundidade e capacidade de criar desequilíbrios em jogos fechados.
Ainda assim, a realidade financeira e contratual imposta pelo Al-Nassr está a levar a SAD do Benfica a ponderar seriamente se vale a pena avançar com este dossiê. Um empréstimo curto, caro e sem perspetiva de continuidade não encaixa no modelo habitual de recrutamento do clube.
Alternativas já estão em cima da mesa
Enquanto analisa a situação de Wesley, o Benfica continua a trabalhar em outras opções para o setor ofensivo. Um dos nomes que ganha mais força nos bastidores é o de André Luiz, extremo do Rio Ave, visto como um alvo prioritário para reforçar o ataque.
O jogador brasileiro, de 23 anos, tem sido um dos destaques da equipa vilacondense nesta temporada e reúne várias características valorizadas na Luz: regularidade, impacto direto no jogo (golos e assistências) e, sobretudo, possibilidade de contratação em definitivo.
A SAD encarnada acredita que investir num jogador com margem de valorização futura é uma aposta mais segura do que aceitar um empréstimo oneroso e de curta duração.
Estratégia de mercado: sem loucuras em janeiro
O Benfica tem deixado claro, tanto interna como externamente, que não pretende fazer “loucuras” no mercado de inverno. A prioridade passa por reforçar cirurgicamente o plantel, sem comprometer o equilíbrio financeiro nem hipotecar decisões estratégicas para a próxima época.
Nesse contexto, as exigências do Al-Nassr por Wesley entram em choque com a política da administração liderada por Rui Costa, que privilegia operações sustentáveis e com retorno desportivo e económico a médio prazo.
Dossiê aberto… mas com obstáculos
Apesar das dificuldades, o nome de Wesley não está totalmente fora de cena. O Benfica mantém o jogador na sua lista de observação e acompanha a evolução do processo, ciente de que o mercado pode sofrer mudanças à medida que a janela avança.
Contudo, neste momento, o cenário é claro: o Al-Nassr não facilita, exige um empréstimo curto e caro, e não demonstra abertura para negociar uma transferência definitiva. Uma posição que torna a concretização do negócio altamente improvável, a menos que haja uma mudança significativa nas condições impostas pelos sauditas.

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