FC Porto encontra solução interna: Pablo Rosario, o “soldado” de Farioli, mantém-se no onze em Alverca
Castigo de Bednarek força alterações no eixo defensivo, mas versatilidade do camisola 13 dá tranquilidade ao treinador italiano
Francesco Farioli volta a recorrer a uma das peças mais fiáveis do seu plantel para resolver um problema imediato na defesa do FC Porto. A ausência de Jan Bednarek, castigado após ver o quinto cartão amarelo no jogo frente ao Estrela da Amadora, obriga o técnico italiano a mexer no eixo defensivo para a deslocação a Alverca, mas longe de ser uma dor de cabeça, a situação confirma a profundidade e a flexibilidade do plantel azul e branco.
Com Nehuén Pérez ainda fora das opções, após cirurgia ao tendão de Aquiles que o afastará por um longo período, Farioli ponderou soluções, mas manteve-se fiel a um princípio que já expressou publicamente: evitar alinhar dois centrais esquerdinos em simultâneo. Esse fator praticamente afastou Dominik Prpic da equação inicial, abrindo caminho para uma alternativa já testada, aprovada e valorizada pelo treinador: Pablo Rosario.
Rosario volta a recuar e forma dupla com Kiwior
Depois de mais uma exibição segura e competente no meio-campo frente ao Famalicão, para a Taça de Portugal, Pablo Rosario deverá recuar no terreno e formar dupla com Jakub Kiwior no centro da defesa. Será a quarta vez na temporada que o internacional pela República Dominicana atua como central adaptado, posição onde já demonstrou maturidade, leitura de jogo e capacidade física para responder às exigências.
Antes, Rosario já tinha desempenhado essa função frente ao Nice, ao Sintrense e, mais recentemente, na Taça da Liga, diante do Vitória de Guimarães. Apesar do desaire nesse encontro, o rendimento individual do camisola 13 manteve-se em linha com aquilo que Farioli valoriza: disciplina tática, agressividade controlada e inteligência posicional.
Um jogador para todas as missões
Contratado no último defeso aos franceses do Nice, Pablo Rosario rapidamente se transformou numa espécie de curinga tático no FC Porto. De acordo com o levantamento feito, o jogador soma já 12 jogos como titular, distribuídos por várias posições:
6 jogos como médio defensivo (trinco)
3 jogos como lateral-direito, numa fase em que Alberto Costa e Martim Fernandes estiveram lesionados
3 jogos como central adaptado
1 jogo como médio box-to-box, experiência menos conseguida frente ao Nottingham Forest, na UEFA Europa League
Este registo ilustra não apenas a polivalência de Rosario, mas também a confiança que Farioli deposita no jogador. Em futebol moderno, onde as equipas são obrigadas a adaptar-se constantemente a ausências, calendários congestionados e contextos competitivos distintos, ter um atleta capaz de responder em múltiplos papéis é um luxo.
Números que reforçam a confiança
Mais do que perceções, os números ajudam a explicar por que razão Pablo Rosario se tornou uma peça tão valorizada no Dragão. Nos 12 jogos em que foi titular, o FC Porto conquistou:
9 vitórias
1 empate (1-1 frente ao Utrecht, fora)
2 derrotas (Nottingham Forest e Vitória de Guimarães)
Um saldo claramente positivo, sobretudo tendo em conta que algumas dessas partidas aconteceram em contextos exigentes, como competições europeias ou jogos fora de casa.
Esta fiabilidade levou Farioli a apelidar publicamente Rosario de “soldado” — uma definição que encaixa perfeitamente no perfil do jogador: disponível, disciplinado, obediente às ideias do treinador e sempre pronto para cumprir a missão que lhe é atribuída.
Pressão saudável sobre Alan Varela
O bom rendimento de Pablo Rosario não passa despercebido aos adeptos e também começa a ter impacto interno. As suas exibições no meio-campo, especialmente como trinco, surgem como um aviso claro para Alan Varela, que atravessa um momento menos exuberante, abaixo dos índices habituais nas últimas jornadas.
Sem dramatismos, esta concorrência representa aquilo que Farioli pretende construir: um plantel onde ninguém tem lugar garantido, onde o rendimento semanal dita as escolhas e onde a meritocracia é regra. Rosario, pela consistência exibida, já caiu no goto do exigente universo portista e começa a ser visto por muitos como uma alternativa real na posição 6.
Um “soldado da fortuna” à imagem do FC Porto
A expressão utilizada por Farioli ganha cada vez mais significado. Pablo Rosario encaixa no ADN competitivo do FC Porto: não faz manchetes com declarações sonantes, mas fala dentro de campo, com entrega, inteligência e compromisso.
Num momento em que a época entra numa fase decisiva, a capacidade de responder a imprevistos — como castigos e lesões — pode fazer a diferença. Em Alverca, o FC Porto apresenta-se com alterações, sim, mas também com a segurança de quem tem soluções internas fiáveis.
E entre essas soluções, Pablo Rosario afirma-se cada vez mais como um verdadeiro soldado da fortuna, pronto para lutar onde for preciso pelas cores azuis e brancas.
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