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Última Hora: Diretor de Comunicação do Braga ataca arbitragem após empate com o Benfica — “Ninguém viu ou não quis ver”


O empate a duas bolas entre SC Braga e Benfica, a contar para a 16.ª jornada da Primeira Liga, continua a dar muito que falar fora das quatro linhas. Depois das críticas deixadas por José Mourinho e por vários jogadores encarnados, foi agora a vez do SC Braga reagir de forma contundente às decisões da equipa de arbitragem.

Alexandre Carvalho, diretor de comunicação dos minhotos, não poupou palavras e apontou diretamente o dedo a três lances específicos, considerando que todos eles prejudicaram o Braga. Em declarações que rapidamente se tornaram virais, o dirigente utilizou uma frase forte e repetida ao longo da sua análise:

“Ninguém viu. Ou não quis ver.”

Lance polémico logo aos sete minutos

O primeiro episódio referido por Alexandre Carvalho aconteceu ainda numa fase muito inicial do encontro, aos sete minutos, num lance ocorrido dentro da área do Benfica. Segundo o dirigente bracarense, Barreiro terá pisado Pau Víctor, num contacto que considera ilegal e merecedor de infração.

«Este lance, dentro da área do Benfica, não foi falta. Nem árbitro, nem VAR. Ninguém viu. Ou não quis ver.»

A crítica não se limitou apenas ao árbitro principal, estendendo-se também ao videoárbitro, numa clara insinuação de que existiu falta de critério ou mesmo falta de vontade em analisar corretamente o lance.

Falta sobre Moutinho no golo de Otamendi

O segundo momento destacado pelo diretor de comunicação do SC Braga diz respeito ao primeiro golo do Benfica, apontado por Nicolás Otamendi. Para Alexandre Carvalho, o lance deveria ter sido anulado devido a uma falta clara sobre João Moutinho na jogada que antecede o golo.

«No lance do 0-1, há falta clara sobre o Moutinho. Ninguém viu. Ou não quis ver.»

Esta crítica ganha ainda mais peso tendo em conta a experiência e o estatuto de João Moutinho no futebol português, um jogador conhecido pela sua inteligência tática e raramente associado a simulações.

Lei da vantagem no 2-2 gera indignação

O terceiro e último lance mencionado foi o golo do empate do Benfica (2-2), validado após a aplicação da lei da vantagem. Uma decisão que Alexandre Carvalho considera, no mínimo, difícil de justificar.

«No lance do 2-2, lei da vantagem… Onde? Vantagem para quem? Ninguém viu, ou não quis ver.»

A ironia da pergunta evidencia o desagrado do Braga, que entende que a aplicação da lei da vantagem beneficiou apenas uma equipa — o Benfica — num momento decisivo do encontro.

Braga responde às críticas encarnadas

Estas declarações surgem poucas horas depois de José Mourinho ter afirmado que o Benfica “ganhou 3-2” e que o golo anulado aos encarnados era limpo. Perante esse cenário, o SC Braga optou por responder, não através do treinador, mas pela voz institucional do clube.

A escolha de Alexandre Carvalho para reagir não é inocente. Ao fazê-lo, o Braga passa uma mensagem clara: a insatisfação com a arbitragem é transversal à estrutura do clube e não se resume ao banco ou aos jogadores.

Arbitragem no centro da polémica

O jogo em Braga acabou por transformar-se num dos encontros mais polémicos da temporada até ao momento. Se, por um lado, o Benfica considera que saiu prejudicado com um golo anulado, o Braga entende que várias decisões anteriores condicionaram o resultado final.

Este clima de tensão promete alimentar o debate nos próximos dias, sobretudo num campeonato em que cada ponto pode ser decisivo na luta pelos lugares cimeiros.

Silêncio da arbitragem e do Conselho de Arbitragem

Até ao momento, não houve qualquer reação oficial por parte do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol. Como é habitual, a análise aos lances ficará reservada para os relatórios técnicos e para eventuais comentários posteriores de especialistas.

Ainda assim, a expressão utilizada por Alexandre Carvalho — “ninguém viu ou não quis ver” — deixa implícita a ideia de que o erro não foi apenas humano, mas pode ter sido evitável.

Um empate que deixa marcas

O 2-2 entre Braga e Benfica acabou por deixar um rasto de descontentamento em ambos os lados. Enquanto as águias falam em vitória roubada, os minhotos sentem-se prejudicados por decisões acumuladas ao longo dos 90 minutos.

O certo é que o resultado já está homologado, mas a polémica promete continuar a marcar a atualidade do futebol português.


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