“É uma história mal contada”: Vitinha quebra o silêncio e explica a polémica saída do Benfica
Vitinha voltou a olhar para trás e abriu um dos capítulos mais discutidos da sua carreira: a saída do Benfica ainda na formação. O médio internacional português, atualmente uma das peças-chave do Paris Saint-Germain, abordou o tema sem rodeios e admitiu que, até hoje, não consegue explicar totalmente o que aconteceu, classificando o episódio como “uma história mal contada”.
Numa entrevista onde fez um balanço do seu percurso no futebol, Vitinha falou não só do passado encarnado, mas também do presente no PSG, do treinador com quem sonha trabalhar e até da possibilidade de voltar a discutir a Bola de Ouro no futuro.
“Nem eu sei bem a história”
Questionado sobre a saída do Benfica, Vitinha foi surpreendentemente honesto. O médio confessou que o processo nunca lhe foi totalmente explicado e que, mesmo hoje, não sabe ao certo se a decisão partiu do clube ou se esteve relacionada com questões pessoais.
«O Benfica é… uma história mal contada. Nem eu sei bem a história».
Segundo explicou, na altura era muito jovem e existiam vários fatores em cima da mesa, nomeadamente a distância do Seixal e a vontade de permanecer perto da família.
«Nunca percebi bem se queriam ter ficado comigo e eu não queria ir para o Seixal porque era muito longe e queria ficar perto da minha família e assim fui para o FC Porto; ou se eles não me quiseram e entretanto fui para o FC Porto».
Esta declaração reabre uma discussão antiga entre adeptos e especialistas: terá o Benfica deixado escapar um dos médios portugueses mais talentosos da sua geração?
“Não senti rejeição”
Apesar da polémica que hoje rodeia o tema, Vitinha garantiu que, na altura, não viveu o episódio como uma rejeição. O jogador sublinhou que era ainda muito novo e que, possivelmente, lhe foi transmitida uma versão mais suave dos acontecimentos.
«Era muito miúdo. Ou então foi-me contada outra versão para não pensar nisso. No entanto, não tinha muito bem essa noção, nem senti essa rejeição nessa altura».
A saída acabou por conduzi-lo ao FC Porto, onde viria a explodir como jogador, conquistar títulos e afirmar-se como um dos médios mais completos do futebol europeu, antes de dar o salto milionário para o PSG.
Um percurso de afirmação longe da Luz
Depois de deixar o Benfica, Vitinha construiu uma carreira sólida e em constante crescimento. No FC Porto, destacou-se sob o comando de Sérgio Conceição, tornando-se peça fundamental no meio-campo e despertando a atenção de vários gigantes europeus.
A mudança para o Paris Saint-Germain confirmou o estatuto de elite do internacional português, que se adaptou rapidamente ao futebol francês e às exigências da Liga dos Campeões, assumindo um papel central na equipa orientada por Luis Enrique.
Guardiola é o treinador de sonho
Durante a entrevista, Vitinha revelou também o nome do treinador com quem teria curiosidade em trabalhar no futuro. Sem hesitar, apontou Pep Guardiola, técnico do Manchester City.
«Para ser coerente, diria Guardiola. Tem um estilo muito parecido com o Luis Enrique, a mesma filosofia e, por isso, teria muita curiosidade em ser treinado por ele».
Ainda assim, fez questão de afastar qualquer cenário de insatisfação no PSG, reforçando que está plenamente feliz no clube parisiense.
«Mas estou muito bem onde estou, adoro estar onde estou e adoro o treinador que tenho».
Bola de Ouro continua no horizonte
Vitinha falou ainda sobre um dos maiores sonhos de qualquer futebolista: a Bola de Ouro. O médio reconheceu que se trata de uma distinção altamente subjetiva, mas não escondeu que gostaria de voltar a estar na discussão no futuro.
«É sempre muito subjetivo. Mas ficaria muito feliz se um dia estivesse de novo na luta pela Bola de Ouro… E se a ganhasse, então seria um sonho».
As declarações demonstram a ambição de um jogador que, apesar de já ter alcançado o topo do futebol europeu, continua focado em evoluir e em deixar a sua marca.
Uma história que continua a dar que falar
As palavras de Vitinha voltam a colocar o Benfica no centro do debate, numa história que muitos adeptos consideram um dos grandes “ses” do futebol português recente. A saída precoce do médio, hoje estrela internacional, levanta inevitavelmente questões sobre decisões tomadas na formação encarnada.
Certo é que, anos depois, Vitinha olha para o passado sem rancor, mas também sem respostas definitivas. Uma história mal contada — como o próprio admite — que continua a gerar polémica e discussão no futebol nacional.

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