Concorrência aperta no Benfica e Schjelderup pode sair em janeiro: empréstimo em avaliação
O Benfica está a ponderar ajustes estratégicos no plantel para o mercado de inverno e um dos dossiês em cima da mesa é o de Andreas Schjelderup. O extremo norueguês, de apenas 21 anos, pode sair da Luz por empréstimo já em janeiro, numa decisão que visa essencialmente garantir a sua evolução competitiva, num contexto em que a concorrência no setor ofensivo das águias aumentou de forma significativa.
Apesar de José Mourinho apreciar o compromisso do jogador, sobretudo a sua disponibilidade defensiva e a assimilação das ideias do treinador, a estrutura encarnada entende que o plano inicial — manter Schjelderup no plantel até ao final da época — pode já não ser o mais benéfico para todas as partes. O cenário atual aponta para menos minutos e, consequentemente, menos oportunidades de crescimento num período crucial da carreira do jovem internacional norueguês.
A situação ganhou maior relevância nas últimas horas depois de o jornalista Sacha Tavolieri ter revelado uma abordagem da Roma, clube italiano atento à possibilidade de receber Schjelderup por empréstimo. Embora ainda não exista uma proposta formal, o interesse reforça a perceção de que o jogador continua bem referenciado no futebol europeu.
Concorrência crescente no ataque encarnado
Um dos fatores decisivos para esta reavaliação prende-se com o reforço do plantel do Benfica. A chegada de Sudakov no último verão reduziu desde logo o espaço disponível para Schjelderup, uma vez que ambos partilham características semelhantes, sobretudo a partir do corredor esquerdo para zonas interiores.
Além disso, o Benfica está perto de fechar as contratações de Sidny Cabral (Estrela da Amadora) e André Luiz (Rio Ave). Sidny, lateral com capacidade para atuar como ala em ambos os flancos, oferece soluções táticas adicionais a Mourinho, enquanto André Luiz é um extremo-direito versátil, capaz de desempenhar diferentes funções no ataque. Estas entradas aumentam substancialmente a concorrência direta e indireta para Schjelderup.
A este cenário junta-se ainda o regresso iminente de Dodi Lukebakio, que deverá estar recuperado de lesão entre fevereiro e março. O internacional belga é visto como uma peça-chave no esquema ofensivo do Benfica, o que torna ainda mais apertada a luta por minutos nas alas.
Empréstimo como solução preferencial
Contratado em janeiro de 2023 ao Nordsjaelland, por um valor inicial de 9 milhões de euros, mais bónus que podem elevar o negócio para perto dos 14 milhões, Schjelderup chegou à Luz envolto em grande expectativa. Embora ainda não se tenha afirmado de forma plena, o Benfica continua a vê-lo como um ativo de elevado potencial, algo bem espelhado na cláusula de rescisão de 100 milhões de euros.
Nesta temporada, o extremo soma dois golos e três assistências em 21 jogos, tendo sido titular em 10 ocasiões. Os números não são deslumbrantes, mas também refletem a irregularidade de utilização, algo que a SAD das águias pretende corrigir através de um contexto competitivo mais favorável.
Por esse motivo, o empréstimo surge como a opção prioritária. Países como Países Baixos, Bélgica e Turquia já surgiram no radar como destinos possíveis, ligas onde Schjelderup poderia ter maior protagonismo e continuidade competitiva.
Venda só em cenário excecional
Apesar das várias sondagens, o Benfica não tem intenção de abdicar definitivamente do jogador neste mercado. Uma venda só será equacionada caso surja uma proposta financeiramente muito vantajosa, tanto para o clube como para o atleta. A aposta no desenvolvimento de Schjelderup mantém-se firme, mas com a consciência de que jogar regularmente é essencial para que esse potencial se concretize.
Assim, janeiro poderá marcar um novo capítulo na carreira do jovem norueguês, não como um passo atrás, mas como uma estratégia de crescimento, alinhada com a política do Benfica de valorização dos seus ativos e com a exigência competitiva imposta pela luta pelos objetivos nacionais e europeus.
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